Ando um pouco agoniada com os rumos que as coisas andam tomando. Não estou resistente, estou aberta e tenho aceitado tudo o que a vida tem enviado. E olha que ela não tem pegado muito leve. E toda vez que eu, por um segundo, caio na besteira de pensar que aquela situação não pode piorar, adivinhem?
Refletindo sobre isso, vejo duas lições a aprender (nas adversidades, aprender é o que resta para quem não cogita a opção de se jogar da janela. Fica a dica!):
Valorizar o que já temos e praticar o desapego.
Me intriga muito a facilidade com que nos acostumamos com as coisas boas. Parece que é item básico, pré-requisito, já nascemos com. Por que vamos perder tempo nos preocupando em curtir e aproveitar o que já conquistamos? Afinal, temos mais o que fazer e outros objetivos a alcançar, certo? Que graça tem a felicidade? Vamos passar a vida ansiosos para encher os consultórios de psicanálise. Viva a vida moderna!
Sobre o desapego, a história já é um pouco mais complicada. Para quem, como eu, não é tão ligada nas coisas materiais (claro que uma viagenzinha pela Europa não seria mal, nem um casaco novo e muito menos um celular novo), o apego acaba se apresentando mais forte em coisas subjetivas que são muito, mas muuuuuuito mais difíceis de se desvincular.
Situações confortáveis por exemplo. Momentos superficiais de alegria. Ou sentimentos medíocres (nem intensos, nem agonizantes. Mornos apenas). Pessoas sem sentido. Pessoas com muito sentido. Pessoas com algum sentido. É... para mim, o pior é me desapegar das pessoas. Como faz?
Ah!! Quase esqueci da paz de espírito. Como é difícil deixar a paz de espírito ir embora. Quero agarrá-la com todas as forças, segurá-la de qualquer jeito, fazer o que for possível para ela não ir. Por favor?
O foda é que perdendo tempo nesse apego besta, acabo gastando toda minha energia tentando me prender a algo que já não existe mais. Quando na verdade, meus esforços deveriam estar centrados em observar o que vem e aprender novas formas de reconquistá-la. Viver também é estratégia!
A paz de espírito não vai embora. Ela só se transforma. E quem quiser viver feliz para sempre com ela, vai ter que se transformar também. De novo!!!!!!!!
E de novo... e de novo... e de novo... Bora lá?


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