Não tenho me sentido muito inspirada nos últimos dias. É como se a fonte tivesse secado. Não tenho tido mais inspiração nem ao chegar em casa bêbada de madrugada, desiludida com a vida, um momento naturalmente criativo e sem amarras. Parecia sério...
Mas andei pensando e talvez não seja tão sério assim. A inspiração faz parte da vida e como tudo o que existe nela, vem e vai. Para o meu desespero. Que inferno esse treco de as coisas não durarem para sempre. Tudo bem que eu fico angustiada e com taquicardia só de pensar em alguma coisa durando para sempre na vida, mas preciso assumir de uma vez por todas:
EU NÃO SEI LIDAR COM O EFÊMERO! SOU UMA PORRA DE UMA PESSOA ANSIOSA QUE NÃO TEM PACIÊNCIA PARA NADA.
Eu deveria me sentir mais leve depois de gritar isso mentalmente? Só para saber... Alguém aí por acaso sabe lidar bem com a linda ideia do Vinicius de que as coisas, as pessoas e sentimentos têm de ser eternas enquanto duram? Duvido. Duvido forte.
Converse com qualquer pessoa ao seu redor. Qualquer uma. Um amigo, familiar... com o atendente da padaria que fica bufando todo o dia que você vai passar seu cartão e coloca do lado errado porque está sempre distraída nas histórias que vai contando dentro do mundo mágico que você criou dentro da sua cabeça (sou dessas!).
Gente, tá todo mundo na bad, perdido, desiludido, ferrado, triste. Pense em uma pessoa, uma só, no seu círculo que esteja feliz. Mas feliz de verdade, cantando alto sem perceber pela rua e andando com saltinhos (também sou dessas quando me sinto feliz).
Essa tristeza generalizada, para mim, tem uma explicação: nunca tivemos tantas opções neste mundo. A gente pode tudo e pode nada. Nunca tivemos tanto poder de decisão e muito menos tanto poder de jogar tudo para o alto como temos hoje. Somos livres. E mais perdidos e confusos do que nunca.
A liberdade dói. A liberdade exige. A liberdade suga. Não ter roteiros pré-definidos é o que há de mais libertador e desesperador nesta vida cheia de possibilidades.
Às vezes fico com vontade de sentar na beira da calçada e ficar olhando o movimento, as pessoas e imaginando o que elas estão vivendo naquele momento. O que estão pensando, fazendo, imaginando. Do que estão se privando, que sentimentos estão negando, que coragem está faltando.
E aí, no fantástico mundo de Jenifer, eu chego perto delas e digo: querido/querida, fique de boa! A vida não é nada além de uma série de encontros e desencontros. Daria um sorriso maroto, viraria as costas e iria embora em paz, com a certeza de que tinha mudado o caminho daquela pessoa para sempre.
Um espaço para esvaziar a cabeça, depositar os pensamentos e abrir espaço para o novo.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Fazer o que sentimos que é certo
Tem gente que diz que fazer o que sentimos que é certo é sempre o caminho mais fácil a se seguir. Não é. Demanda desprender-se de tudo, confiar em si mesmo e abrir mão de coisas, sentimentos, valores e pessoas que até então eram tudo para a gente.
Fazer o que sentimos que é certo significa ouvir primeiro o coração, mas sem deixar de lado a frieza e clareza com que nossa mente enxerga a realidade. Significa seguir nossa intuição, nossos impulsos mais nativos, nossas certezas interiores que, de tão doídas, ficam escondidas lá no fundo para tentar enganar nossa sensatez e talvez passar despercebidas.
E às vezes elas até conseguem ficar um tempo sem serem notadas. Mas a verdade é que nossas certezas interiores, nossa essência, não podem ser reprimidas para sempre. Viemos para este mundo para sermos nós mesmos em plenitude e por mais que adiemos o processo de assumir quem somos, uma hora ou outra a verdade vem à tona. Ainda bem!
Fazer o que sentimos que é certo nos tira o sono, mas nos faz passar a noite acordados com a consciência tranquila e a paz de quem está fazendo o que tem de fazer. É verdade que você acaba chegando exausto no outro dia, mas essa exaustão é emocional e às vezes física, mas nunca espiritual. Fazer o que sentimos que é certo é nos desconectar do mundo como o conhecemos e nos permitir viver o que ainda não sabemos.
Fazer o que sentimos que é certo nos faz amadurecer e explorar todo o nosso potencial humano. Faz a gente sair do lugar e andar para frente. Faz a gente ser mais tolerante, mais flexível e menos enraizado. Fazer o que sentimos que é certo é encarar as coisas com a cara e coragem. É ser ousado e confiante. É ser livre e fiel a si mesmo. É estar aberto para o que vem. É preferir uma verdade dura e real a uma mentira agradável e insossa. Fazer o que sentimos que é certo é viver o balanço da vida com intensidade.
Fazer o que sentimos que é certo é só para os fortes.
Fazer o que sentimos que é certo significa ouvir primeiro o coração, mas sem deixar de lado a frieza e clareza com que nossa mente enxerga a realidade. Significa seguir nossa intuição, nossos impulsos mais nativos, nossas certezas interiores que, de tão doídas, ficam escondidas lá no fundo para tentar enganar nossa sensatez e talvez passar despercebidas.
E às vezes elas até conseguem ficar um tempo sem serem notadas. Mas a verdade é que nossas certezas interiores, nossa essência, não podem ser reprimidas para sempre. Viemos para este mundo para sermos nós mesmos em plenitude e por mais que adiemos o processo de assumir quem somos, uma hora ou outra a verdade vem à tona. Ainda bem!
Fazer o que sentimos que é certo nos tira o sono, mas nos faz passar a noite acordados com a consciência tranquila e a paz de quem está fazendo o que tem de fazer. É verdade que você acaba chegando exausto no outro dia, mas essa exaustão é emocional e às vezes física, mas nunca espiritual. Fazer o que sentimos que é certo é nos desconectar do mundo como o conhecemos e nos permitir viver o que ainda não sabemos.
Fazer o que sentimos que é certo nos faz amadurecer e explorar todo o nosso potencial humano. Faz a gente sair do lugar e andar para frente. Faz a gente ser mais tolerante, mais flexível e menos enraizado. Fazer o que sentimos que é certo é encarar as coisas com a cara e coragem. É ser ousado e confiante. É ser livre e fiel a si mesmo. É estar aberto para o que vem. É preferir uma verdade dura e real a uma mentira agradável e insossa. Fazer o que sentimos que é certo é viver o balanço da vida com intensidade.
Fazer o que sentimos que é certo é só para os fortes.
domingo, 22 de junho de 2014
Quem tem medo da tristeza? Quem tem medo da solidão?
Mais do que uma questão de ter ou não alguém do seu lado, a solidão é um estado de espírito. E isso é fácil de provar. Quantas vezes você esteve no meio de um monte de gente, mas não se sentiu acolhido, aceito, pertencente àquele grupo? E quantas vezes você esteve sozinho no quarto antes de dormir ou diante de uma paisagem incrível e se sentiu a pessoa mais completa do mundo?
Estar só normalmente é visto com bastante receio pelas pessoas. Dá a ideia de não se encaixar, não ser flexível e não gostar de se relacionar. Acho que isso é uma grande besteira. Estar só é uma necessidade básica do ser humano. Precisamos de alguns momentos dedicados somente a nós mesmos para que possamos nos enxergar, avaliar... para que possamos nos curtir.
Isso tem muito a ver com aquela história de que somente são felizes as pessoas que se bastam. A nossa felicidade não pode ser depositada em outra pessoa. Isso não é justo, não é certo... na verdade, isso é agir de forma burra (salve, Caetano!). Alegrias, expectativas e realizações devem ser coisas particulares, só nossas. Lembrando que coisas particulares podem muito bem ser compartilhadas, mas nunca cedidas (porque daí, deixariam de ser particulares ;).
A solidão às vezes traz agonia e, não raro, desespero. Mas agonia e desespero, em dosagens equilibradas, também não são de todo o mal. Temos a mania insuportável de achar que a vida tem que ser o tempo todo recheada de coisas e sentimentos bons, quando isso, sabemos bem, é insustentável! Os altos e baixos fazem parte do pacote da nossa estrada e precisamos, de uma vez por todas, começar a encarar de maneira normal os sentimentos ruins, duros e, principalmente, a instabilidade. Precisamos aceitar, assumir e viver também a tristeza.
Quem tem medo da tristeza? Quem tem medo da solidão?
Arrisco dizer que é quem acha que nunca mais será feliz ou nunca mais terá alguém. Como não é o meu caso (e nem o seu!), fico aqui triste, mas em paz com a minha solidão.
Estar só normalmente é visto com bastante receio pelas pessoas. Dá a ideia de não se encaixar, não ser flexível e não gostar de se relacionar. Acho que isso é uma grande besteira. Estar só é uma necessidade básica do ser humano. Precisamos de alguns momentos dedicados somente a nós mesmos para que possamos nos enxergar, avaliar... para que possamos nos curtir.
Isso tem muito a ver com aquela história de que somente são felizes as pessoas que se bastam. A nossa felicidade não pode ser depositada em outra pessoa. Isso não é justo, não é certo... na verdade, isso é agir de forma burra (salve, Caetano!). Alegrias, expectativas e realizações devem ser coisas particulares, só nossas. Lembrando que coisas particulares podem muito bem ser compartilhadas, mas nunca cedidas (porque daí, deixariam de ser particulares ;).
A solidão às vezes traz agonia e, não raro, desespero. Mas agonia e desespero, em dosagens equilibradas, também não são de todo o mal. Temos a mania insuportável de achar que a vida tem que ser o tempo todo recheada de coisas e sentimentos bons, quando isso, sabemos bem, é insustentável! Os altos e baixos fazem parte do pacote da nossa estrada e precisamos, de uma vez por todas, começar a encarar de maneira normal os sentimentos ruins, duros e, principalmente, a instabilidade. Precisamos aceitar, assumir e viver também a tristeza.
Quem tem medo da tristeza? Quem tem medo da solidão?
Arrisco dizer que é quem acha que nunca mais será feliz ou nunca mais terá alguém. Como não é o meu caso (e nem o seu!), fico aqui triste, mas em paz com a minha solidão.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Há sentido quando é sem sentido
Olho para o lado e rio. Olho para cima, vejo a lua cheia e o céu escuro e respiro fundo. Me sinto feliz. A música alta entra pelos ouvidos e bate atrás da cabeça. Balanço a cabeça, balanço os ombros e balanço o corpo para lá e para cá. Quando abro os olhos, miro, predadora, e busco o que eu quero. Não está lá.
Quando o que você busca não está lá, você se distrai com o que está. Sem sentido. Quando a vida perde o sentido e você tenta encontrá-lo de novo, diverte-se com o que não tem sentido nesse meio tempo. Pessoas sem sentido, situações sem sentido, ambientes sem sentido... às vezes, até toma ações sem sentido.
Estar em meio a um punhado de gente sem sentido faz a gente sentir vazio. Sentir vazio é bom, mas tem prazo de validade. Ser completo é plenitude, mas a plenitude pesa. Feliz daquele que equilibra momentos de vazio com momentos de plenitude.
Estou farta da falsa plenitude. Quero sentir mais vazios verdadeiros, até que eu recupere os sentidos reais. Mas até lá, vou rir alto olhando para os lados e para cima, respirando fundo, admirando a lua cheia e me sentindo feliz com a superficialidade.
Quando o que você busca não está lá, você se distrai com o que está. Sem sentido. Quando a vida perde o sentido e você tenta encontrá-lo de novo, diverte-se com o que não tem sentido nesse meio tempo. Pessoas sem sentido, situações sem sentido, ambientes sem sentido... às vezes, até toma ações sem sentido.
Estar em meio a um punhado de gente sem sentido faz a gente sentir vazio. Sentir vazio é bom, mas tem prazo de validade. Ser completo é plenitude, mas a plenitude pesa. Feliz daquele que equilibra momentos de vazio com momentos de plenitude.
Estou farta da falsa plenitude. Quero sentir mais vazios verdadeiros, até que eu recupere os sentidos reais. Mas até lá, vou rir alto olhando para os lados e para cima, respirando fundo, admirando a lua cheia e me sentindo feliz com a superficialidade.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Frustrações e recomeços
A frustração existe porque existe expectativa; a expectativa existe porque o hoje às vezes não é fácil. O hoje às vezes não é fácil porque se fosse, a gente não esperaria o amanhã. Se a gente não esperasse o amanhã, não haveria motivo para continuar. Se não houvesse motivo para continuar, não existiriam caminhos a percorrer. Se não existissem caminhos a percorrer, não existiriam escolhas. Se não existissem escolhas, haveria destino. Se houvesse destino, não haveria protagonismo. Se não houvesse protagonismo, a tristeza prevaleceria. Se a tristeza prevalecesse, a vida seria só realidade. Se a vida fosse só realidade, não existiria sonho. Se sonho não existisse, nada teria graça. Se nada tivesse graça, não existiria o amor. Se não existisse o amor, não haveria encanto e muito menos lua cheia. Se não houvesse encanto e nem mesmo lua cheia, não existiria frio na barriga. Se não houvesse frio na barriga, não haveria surpresa. Se não houvesse surpresa, viveríamos na mesmice. Se vivêssemos na mesmice, eu nunca teria escrito este texto. Se eu nunca tivesse escrito este texto, este texto não existiria. Se este texto não existisse, eu não teria ficado esperando e olhando para o que não viria. Se eu não tivesse ficando esperando e olhando para o que não viria, eu não teria sentimentos. Se eu não tivesse sentimentos, eu não teria intuição. Se eu não tivesse intuição, não saberia como agir. Se eu não soubesse como agir, então, viria a frustração. Se a frustração existisse, esta história recomeçaria do começo.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Sobre coisas ruins para pessoas boas, paz de espírito e agonias
Tenho uma questão existencial básica que me acompanha já há algum tempo: por que coisas ruins acontecem para pessoas boas? Talvez esse pensamento venha de uma criação social muito baseada em esforço-recompensa, mas pensando logicamente esse fato não faz sentido algum na minha cabeça. E na sua?
Ando um pouco agoniada com os rumos que as coisas andam tomando. Não estou resistente, estou aberta e tenho aceitado tudo o que a vida tem enviado. E olha que ela não tem pegado muito leve. E toda vez que eu, por um segundo, caio na besteira de pensar que aquela situação não pode piorar, adivinhem?
Refletindo sobre isso, vejo duas lições a aprender (nas adversidades, aprender é o que resta para quem não cogita a opção de se jogar da janela. Fica a dica!):
Valorizar o que já temos e praticar o desapego.
Me intriga muito a facilidade com que nos acostumamos com as coisas boas. Parece que é item básico, pré-requisito, já nascemos com. Por que vamos perder tempo nos preocupando em curtir e aproveitar o que já conquistamos? Afinal, temos mais o que fazer e outros objetivos a alcançar, certo? Que graça tem a felicidade? Vamos passar a vida ansiosos para encher os consultórios de psicanálise. Viva a vida moderna!
Sobre o desapego, a história já é um pouco mais complicada. Para quem, como eu, não é tão ligada nas coisas materiais (claro que uma viagenzinha pela Europa não seria mal, nem um casaco novo e muito menos um celular novo), o apego acaba se apresentando mais forte em coisas subjetivas que são muito, mas muuuuuuito mais difíceis de se desvincular.
Situações confortáveis por exemplo. Momentos superficiais de alegria. Ou sentimentos medíocres (nem intensos, nem agonizantes. Mornos apenas). Pessoas sem sentido. Pessoas com muito sentido. Pessoas com algum sentido. É... para mim, o pior é me desapegar das pessoas. Como faz?
Ah!! Quase esqueci da paz de espírito. Como é difícil deixar a paz de espírito ir embora. Quero agarrá-la com todas as forças, segurá-la de qualquer jeito, fazer o que for possível para ela não ir. Por favor?
O foda é que perdendo tempo nesse apego besta, acabo gastando toda minha energia tentando me prender a algo que já não existe mais. Quando na verdade, meus esforços deveriam estar centrados em observar o que vem e aprender novas formas de reconquistá-la. Viver também é estratégia!
A paz de espírito não vai embora. Ela só se transforma. E quem quiser viver feliz para sempre com ela, vai ter que se transformar também. De novo!!!!!!!!
E de novo... e de novo... e de novo... Bora lá?
Ando um pouco agoniada com os rumos que as coisas andam tomando. Não estou resistente, estou aberta e tenho aceitado tudo o que a vida tem enviado. E olha que ela não tem pegado muito leve. E toda vez que eu, por um segundo, caio na besteira de pensar que aquela situação não pode piorar, adivinhem?
Refletindo sobre isso, vejo duas lições a aprender (nas adversidades, aprender é o que resta para quem não cogita a opção de se jogar da janela. Fica a dica!):
Valorizar o que já temos e praticar o desapego.
Me intriga muito a facilidade com que nos acostumamos com as coisas boas. Parece que é item básico, pré-requisito, já nascemos com. Por que vamos perder tempo nos preocupando em curtir e aproveitar o que já conquistamos? Afinal, temos mais o que fazer e outros objetivos a alcançar, certo? Que graça tem a felicidade? Vamos passar a vida ansiosos para encher os consultórios de psicanálise. Viva a vida moderna!
Sobre o desapego, a história já é um pouco mais complicada. Para quem, como eu, não é tão ligada nas coisas materiais (claro que uma viagenzinha pela Europa não seria mal, nem um casaco novo e muito menos um celular novo), o apego acaba se apresentando mais forte em coisas subjetivas que são muito, mas muuuuuuito mais difíceis de se desvincular.
Situações confortáveis por exemplo. Momentos superficiais de alegria. Ou sentimentos medíocres (nem intensos, nem agonizantes. Mornos apenas). Pessoas sem sentido. Pessoas com muito sentido. Pessoas com algum sentido. É... para mim, o pior é me desapegar das pessoas. Como faz?
Ah!! Quase esqueci da paz de espírito. Como é difícil deixar a paz de espírito ir embora. Quero agarrá-la com todas as forças, segurá-la de qualquer jeito, fazer o que for possível para ela não ir. Por favor?
O foda é que perdendo tempo nesse apego besta, acabo gastando toda minha energia tentando me prender a algo que já não existe mais. Quando na verdade, meus esforços deveriam estar centrados em observar o que vem e aprender novas formas de reconquistá-la. Viver também é estratégia!
A paz de espírito não vai embora. Ela só se transforma. E quem quiser viver feliz para sempre com ela, vai ter que se transformar também. De novo!!!!!!!!
E de novo... e de novo... e de novo... Bora lá?
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Liberdade lá no fundo e de verdade
Sentir-se livre significa sentir-se liberta das amarras que nós mesmos colocamos para nós mesmos. E ponto final. Nada pode ser ruim, nada pode ser pior e tudo é contornável. Se você tem a si mesmo e confia em si mesmo, sabe que, no fundo, tudo vai ficar bem e dar certo no final. Dar certo significa aceitar que está tudo sempre certo, então... não tem como nada dar errado. Simples assim. É lógica.
Sentir-se livre é não se sentir presa a pessoas, situações, trabalhos, confortos e obrigações. Sentir-se livre é ter a certeza lá no fundo de que você vai ser feliz em qualquer lugar ou situação em que estiver. Por quê? Porque a sua felicidade depende só de você e de mais ninguém e de mais nada.
Queria que todo mundo no mundo estivesse se sentindo como eu neste momento. Na verdade, queria passar a vida inteira me sentindo como estou neste momento. Mas, pensando bem, que graça teria essa vida sem graça se eu soubesse que, independente de qualquer coisa, tudo iria dar certo no final? Cadê a ansiedade, a incerteza, a insegurança? São esses os nossos combustíveis para seguir em frente.
Em resumo: sinto que posso tudo e qualquer coisa. É só querer. E você também. E todos nós. Mas ainda bem que essa sensação só aparece de quando em quando... senão, a gente não iria acreditar em mais nada e ficar só esperando as coisas rolarem. Porque quando a gente desencana e deixa as coisas rolarem, tudo acontece como deveria acontecer. Sem cobranças, sem expectativas e sem frustrações.
Queria mesmo me sentir assim para sempre... eu sou incrível, você é incrível. Ser humano é incrível!
Esta foto mostra um dos dias mais incríveis que eu já vivi na minha vida. Boston, sua linda, tô morrendo de saudades. Quero te ver em breve. :)
Sentir-se livre é não se sentir presa a pessoas, situações, trabalhos, confortos e obrigações. Sentir-se livre é ter a certeza lá no fundo de que você vai ser feliz em qualquer lugar ou situação em que estiver. Por quê? Porque a sua felicidade depende só de você e de mais ninguém e de mais nada.
Queria que todo mundo no mundo estivesse se sentindo como eu neste momento. Na verdade, queria passar a vida inteira me sentindo como estou neste momento. Mas, pensando bem, que graça teria essa vida sem graça se eu soubesse que, independente de qualquer coisa, tudo iria dar certo no final? Cadê a ansiedade, a incerteza, a insegurança? São esses os nossos combustíveis para seguir em frente.
Em resumo: sinto que posso tudo e qualquer coisa. É só querer. E você também. E todos nós. Mas ainda bem que essa sensação só aparece de quando em quando... senão, a gente não iria acreditar em mais nada e ficar só esperando as coisas rolarem. Porque quando a gente desencana e deixa as coisas rolarem, tudo acontece como deveria acontecer. Sem cobranças, sem expectativas e sem frustrações.
Queria mesmo me sentir assim para sempre... eu sou incrível, você é incrível. Ser humano é incrível!
Esta foto mostra um dos dias mais incríveis que eu já vivi na minha vida. Boston, sua linda, tô morrendo de saudades. Quero te ver em breve. :)
domingo, 1 de junho de 2014
Só os loucos sabem
Todo mundo tem tanto medo da loucura. E, realmente, a ideia de perder o controle sobre si mesmo é terrivelmente assustadora. Mas você já parou para pensar o que é ter controle sobre si mesmo? Você tem mesmo controle sobre si mesmo?
Levante a mão quem nunca bebeu demais, fumou demais, cheirou demais, chorou demais, amou demais, ficou puto de mais, eufórico demais ou ansioso demais e acabou fazendo algo de que se arrependeu depois. Se você se arrependeu (não deveria!), é justamente porque perdeu o controle sobre si mesmo por alguns segundos, minutos, horas. Isso é loucura? Ou é vivência?
A vida em sociedade nos oferece um padrão, um caminho, um eixo, que deve ser seguido a todo custo. Quem não consegue, não se enquadra ou não aceita está fora e, cedo ou tarde, será tachado por isso. É o que acontece com quem, de repente, sai de si por algum tempo, sem nenhuma motivação aparente. O rótulo vem: ele ficou louco.
E aí as pessoas se assustam quando vêem seu cartãozinho de tratamento de saúde mental e quando descobrem que você está tomando um ansiolítico, antidepressivo ou antipsicótico. Dá medo: será que ele vai se matar? Me matar? Curioso ninguém temer pela vida quando você diz que está tomando remédio para gastrite, colesterol alto ou para não engravidar. São todos de uso contínuo e controlado. E tudo bem. O corpo todo pode adoecer, mas quando é a mente que adoece, você ficou louco. Simples assim.
Não é fácil lidar com a ideia de que você está louco. Você se sente menos, fraco, exausto, fracassado, envergonhado. Você sente, como nunca antes na vida, que está totalmente fora do controle. De repente, a ficha cai de que você não manda nada, não quer nada, não sabe nada, não faz nada. A vida acontece independentemente de você. Você é nada. O que você quer não importa e não altera o curso das coisas.
Mas agora vem a reflexão: ter, finalmente, a certeza de que você não tem o controle de nada é loucura ou sanidade? Aceitar que não temos gerência nenhuma sobre as coisas é loucura ou sanidade? Reconhecer que sua cabeça pode adoecer tanto quanto seu estômago é loucura ou sanidade? Começar a enxergar o mundo de um jeito que ninguém mais vê é loucura ou sanidade? Gritar foda-se para tudo o que estava te amargurando e consumindo há anos é loucura ou sanidade?
Viver é loucura ou sanidade?
Charlie Brown Jr. foi um dos seres incríveis deste mundo que não aguentou mais viver a sua loucura na nossa sociedade. E a culpa é toda nossa. Precisamos parar de matar quem veio neste mundo para nos mostrar novos caminhos, novas formas de pensar. Novas loucuras.
Força para o louco querido que eu amo tanto. Estou com você.
Levante a mão quem nunca bebeu demais, fumou demais, cheirou demais, chorou demais, amou demais, ficou puto de mais, eufórico demais ou ansioso demais e acabou fazendo algo de que se arrependeu depois. Se você se arrependeu (não deveria!), é justamente porque perdeu o controle sobre si mesmo por alguns segundos, minutos, horas. Isso é loucura? Ou é vivência?
A vida em sociedade nos oferece um padrão, um caminho, um eixo, que deve ser seguido a todo custo. Quem não consegue, não se enquadra ou não aceita está fora e, cedo ou tarde, será tachado por isso. É o que acontece com quem, de repente, sai de si por algum tempo, sem nenhuma motivação aparente. O rótulo vem: ele ficou louco.
E aí as pessoas se assustam quando vêem seu cartãozinho de tratamento de saúde mental e quando descobrem que você está tomando um ansiolítico, antidepressivo ou antipsicótico. Dá medo: será que ele vai se matar? Me matar? Curioso ninguém temer pela vida quando você diz que está tomando remédio para gastrite, colesterol alto ou para não engravidar. São todos de uso contínuo e controlado. E tudo bem. O corpo todo pode adoecer, mas quando é a mente que adoece, você ficou louco. Simples assim.
Não é fácil lidar com a ideia de que você está louco. Você se sente menos, fraco, exausto, fracassado, envergonhado. Você sente, como nunca antes na vida, que está totalmente fora do controle. De repente, a ficha cai de que você não manda nada, não quer nada, não sabe nada, não faz nada. A vida acontece independentemente de você. Você é nada. O que você quer não importa e não altera o curso das coisas.
Mas agora vem a reflexão: ter, finalmente, a certeza de que você não tem o controle de nada é loucura ou sanidade? Aceitar que não temos gerência nenhuma sobre as coisas é loucura ou sanidade? Reconhecer que sua cabeça pode adoecer tanto quanto seu estômago é loucura ou sanidade? Começar a enxergar o mundo de um jeito que ninguém mais vê é loucura ou sanidade? Gritar foda-se para tudo o que estava te amargurando e consumindo há anos é loucura ou sanidade?
Viver é loucura ou sanidade?
Charlie Brown Jr. foi um dos seres incríveis deste mundo que não aguentou mais viver a sua loucura na nossa sociedade. E a culpa é toda nossa. Precisamos parar de matar quem veio neste mundo para nos mostrar novos caminhos, novas formas de pensar. Novas loucuras.
Força para o louco querido que eu amo tanto. Estou com você.
Festa estranha com gente esquisita
Eu já tô legal, mas não aguento mais birita. Lembro muito bem do dia em que cheguei em São Paulo. Era um domingo e eu tinha acabado de deixar as malas no pensionato de freiras (em que morava com mais 150 meninas, algumas das quais se tornaram minhas melhores amigas da vida. Mas essa história, eu conto outra hora :). Saí dar uma volta na cidade grande e fui logo caminhar pela Avenida Paulista. Linda, iluminada e diversa. Me senti bem na mesma hora. Eu ainda não sabia, mas estava chegando em casa.
Oito anos se passaram desde então. A vida mudou horrores (ainda bem!) e é só agora que sinto que estou começando a conhecer São Paulo de verdade. Depois de tanto tempo de resistência, finalmente estou aberta para ela.
São Paulo é uma cidade caótica, pesada e cheia de gente carente. Na balada, as pessoas dançam sozinhas e olham ao redor somente se quiserem pegar alguém. Interagir é uma questão utilitarista. Na padaria, as pessoas comem sozinhas e ficam quase chocadas de tão surpresas quando eu viro para o lado e dou um sorriso.
Afinal, bom dia! Se estamos aqui juntos, comendo um ao lado do outro, no mesmo lugar e a essa hora da manhã de um domingo é porque temos pelo menos alguma coisa em comum. Carentes como são, os paulistanos se chocam com o carinho e a receptividade, típicas do interior. Faço amigos muito fácil por aqui, sem grandes esforços. É só não andar para baixo e para cima com aquela cara paulistana amarrada. Fica a dica.
Mas confesso que estou me sentindo um pouco amargurada neste momento, depois de ter conhecido em um mesmo dia pessoas diferentes, em lugares diferentes, mas com tanto em comum: a tristeza, a confusão e a solidão de São Paulo. Fico pensando: por que esta cidade faz isso com a gente?
Coincidência ou não, também me sinto triste e confusa, mas, ao que me parece, esses sentimentos nada têm a ver com a cidade. Em compensação, não me sinto nada solitária por aqui. Pelo contrário. Nunca me senti tão acolhida e aceita como agora. São Paulo pode ser bonita, minha gente, é só a gente aprender a enxergar tudo o que ela sabe oferecer de bom debaixo dessa casca grossa.
São Paulo aceita a diferença, São Paulo não julga, São Paulo abraça. São Paulo te dá recursos para evoluir e andar para frente. São Paulo transborda cultura e inspiração. São Paulo te mostra o mundo como ele é. Tô quase dizendo I <3 São Paulo. Quase... Já já.
Oito anos se passaram desde então. A vida mudou horrores (ainda bem!) e é só agora que sinto que estou começando a conhecer São Paulo de verdade. Depois de tanto tempo de resistência, finalmente estou aberta para ela.
São Paulo é uma cidade caótica, pesada e cheia de gente carente. Na balada, as pessoas dançam sozinhas e olham ao redor somente se quiserem pegar alguém. Interagir é uma questão utilitarista. Na padaria, as pessoas comem sozinhas e ficam quase chocadas de tão surpresas quando eu viro para o lado e dou um sorriso.
Afinal, bom dia! Se estamos aqui juntos, comendo um ao lado do outro, no mesmo lugar e a essa hora da manhã de um domingo é porque temos pelo menos alguma coisa em comum. Carentes como são, os paulistanos se chocam com o carinho e a receptividade, típicas do interior. Faço amigos muito fácil por aqui, sem grandes esforços. É só não andar para baixo e para cima com aquela cara paulistana amarrada. Fica a dica.
Mas confesso que estou me sentindo um pouco amargurada neste momento, depois de ter conhecido em um mesmo dia pessoas diferentes, em lugares diferentes, mas com tanto em comum: a tristeza, a confusão e a solidão de São Paulo. Fico pensando: por que esta cidade faz isso com a gente?
Coincidência ou não, também me sinto triste e confusa, mas, ao que me parece, esses sentimentos nada têm a ver com a cidade. Em compensação, não me sinto nada solitária por aqui. Pelo contrário. Nunca me senti tão acolhida e aceita como agora. São Paulo pode ser bonita, minha gente, é só a gente aprender a enxergar tudo o que ela sabe oferecer de bom debaixo dessa casca grossa.
São Paulo aceita a diferença, São Paulo não julga, São Paulo abraça. São Paulo te dá recursos para evoluir e andar para frente. São Paulo transborda cultura e inspiração. São Paulo te mostra o mundo como ele é. Tô quase dizendo I <3 São Paulo. Quase... Já já.
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