A frustração existe porque existe expectativa; a expectativa existe porque o hoje às vezes não é fácil. O hoje às vezes não é fácil porque se fosse, a gente não esperaria o amanhã. Se a gente não esperasse o amanhã, não haveria motivo para continuar. Se não houvesse motivo para continuar, não existiriam caminhos a percorrer. Se não existissem caminhos a percorrer, não existiriam escolhas. Se não existissem escolhas, haveria destino. Se houvesse destino, não haveria protagonismo. Se não houvesse protagonismo, a tristeza prevaleceria. Se a tristeza prevalecesse, a vida seria só realidade. Se a vida fosse só realidade, não existiria sonho. Se sonho não existisse, nada teria graça. Se nada tivesse graça, não existiria o amor. Se não existisse o amor, não haveria encanto e muito menos lua cheia. Se não houvesse encanto e nem mesmo lua cheia, não existiria frio na barriga. Se não houvesse frio na barriga, não haveria surpresa. Se não houvesse surpresa, viveríamos na mesmice. Se vivêssemos na mesmice, eu nunca teria escrito este texto. Se eu nunca tivesse escrito este texto, este texto não existiria. Se este texto não existisse, eu não teria ficado esperando e olhando para o que não viria. Se eu não tivesse ficando esperando e olhando para o que não viria, eu não teria sentimentos. Se eu não tivesse sentimentos, eu não teria intuição. Se eu não tivesse intuição, não saberia como agir. Se eu não soubesse como agir, então, viria a frustração. Se a frustração existisse, esta história recomeçaria do começo.

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