Os homens não estão prontos para a mulher que sabe o que quer! Ei, mulher, saber o que você quer (seja encantamento, seja amizade, seja carinho, seja um PA, seja um amor para a vida inteira ou seja uma foda só por uma noite) assusta, mesmo aqueles caras que você acha que são incríveis e desencanados. Logo, meus caros, o problema desse mundo não é o mi mi mi feminino, mas, sim, a insegurança masculina.
Vocês, homens, não estão sabendo lidar com a mulher que não gosta de joguinho besta, a mulher que não se apega e só fala o que sente, o que pensa e o que quer. Na verdade, vocês não sabem lidar com a mulher que age e pensa da mesma forma que vocês.
A sinceridade, que deveria ser a regra nas relações (duradouras ou temporárias), é a principal inimiga. Ouço tantos amigos dizendo que nós, mulheres, somos emotivas demais, apegadas demais e sensitivas demais, mas na hora do "vamo vê", se a gente simplesmente pega e não se apega, são eles que têm medo. Ei, nós não nos apaixonamos por qualquer um e tem horas que a gente só quer aquilo que está rolando, sem medos, sem planos e sem inseguranças.
A gente também sabe viver só o hoje e deixar as coisas rolarem. Sem pretensões e sem cobranças. A gente sabe ouvir sim e ouvir não. É só falar. A gente sabe só curtir, só viver. E nós também nos enchemos com a indecisão e o vai não vai. Que saco!
Quero logo um mundo em que eu possa ser o que sou e ponto, sem preconceitos e sem medos. Nós somos todos livres e a liberdade está dentro da gente, nas nossas próprias palavras, nos nossos próprios sentimentos. Seja você homem ou mulher, pode (e deve!) ser aceito pelo o que pensa, pelo o que quer e pelo o que demonstra. O mundo não precisa funcionar dessa forma tosca de ter que manipular, se esconder e se limitar, como se você estivesse dentro de um jogo.
O mundo, na verdade, é de quem se joga, quem vive intensamente, quem escolhe, quem sente e aproveita todas as oportunidades que a vida dá, sejam elas alegrias ou frustrações. É essa a minha nova missão de vida: ouvir mais, a cada dia que passa, a intuição que vem aqui dentro de mim. E vivê-la até o talo.
Quero viver tudo o que a vida me dá. E só quero que venha comigo quem também pensar assim. Quero sinceridade e emoções de verdade... intensas ou passageiras, não importa. Me sinto totalmente pronta para encará-las. Quero a verdade, seja ela dura ou deliciosa. Ambas são saborosíssimas.
Isso é ser humano, isso é ser evoluído. Isso é ser mulher. Isso é ser homem. Isso é viver de acordo com o que você sente. Com o que você sabe. Com o que você é.
Não deveria ser tão difícil assim... é a gente que complica. Viver é aceitar o que vem. Sem cobranças, sem medos e sem limitações. Vem, vida, que eu tô pronta!
Um espaço para esvaziar a cabeça, depositar os pensamentos e abrir espaço para o novo.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Tristeza, por favor só vá embora quando for a hora
Acho que quando Vinicius e Toquinho cantavam para a tristeza ir embora, eles não estavam falando pra valer. Na verdade, o compositor da música, Haroldo Lobo (muito prazer, aliás!), é quem mais deveria estar mentindo nessa história, quando escreveu esses versos curtinhos, mas que falam tanto para a gente.
Ao contrário das feridas, a tristeza é aquela dor que vem de dentro para fora. Vem devagarzinho, sem ser anunciada e de repente dá aquele pico. Vem com tudo, vem de letra, vem de uma vez. A gente explode em um lapso de tempo que não dá para ser mensurado (quanto tempo durou seu último choro?) ao ver que as coisas estão todas fora do lugar. E aí vem o desespero de pensar que, na verdade, a gente não tem a menor ideia de qual é o lugar delas.
A tristeza é a expressão máxima do cansaço, mas não do cansaço físico. O cansaço da vida. Na verdade, não exatamente da vida, mas da forma como ela tão bem nos tira o chão de uma hora para outra. Um dia você acha que tem tudo e no outro, descobre que não tem e nunca teve nada. E aí olha para cima e parece que o céu está rindo da sua cara. E talvez até esteja mesmo...
E, às vezes, a gente mesmo está rindo da nossa própria cara. Não raro quando nos sentimos tristes, ao mesmo tempo, nos sentimos ridículos. Chorar é a coisa mais ridícula que existe. Esse punhado de carne que libera sons, anda e de repente começa a soltar água pelo olho. Pensa bem: estação da Sé lotada e, de repente, todo mundo começa a chorar ao mesmo tempo (Alô, Tarantino?).
O problema é que precisamos ser ridículos. Talvez o tempo todo. A fronteira entre a sanidade e a loucura é ser ridículo. E, pensando bem, é preciso muita coragem para ser ridículo neste mundo tosco de aparências, não é não? Então, no fundo, a tristeza é necessária para que sejamos ridículos e para que não fiquemos loucos. Mas e se a gente já for? Ser louco é ruim?
Só sei que a tristeza e a loucura são sinais de estarmos vivos, de termos tido experiências e saído do conforto de dentro de nós mesmos para dar a cara para bater por aí. Mas também dar a cara para sentir o vento, para sorrir, para enxergar, para sentir, para imaginar. Para ser feliz.
Quero que você fique aqui comigo, então, tristeza. Vamos nos conhecer melhor. Vamos ser amigas. Mas já já, vê se vai embora, tá? Porque eu quero de novo cantar e tenho ainda muitas ilusões para viver... Mas saiba que a porta vai estar sempre aberta para quando você voltar.
Aliás, nem vou perder tempo em trancar. Você tem a chave.
Ao contrário das feridas, a tristeza é aquela dor que vem de dentro para fora. Vem devagarzinho, sem ser anunciada e de repente dá aquele pico. Vem com tudo, vem de letra, vem de uma vez. A gente explode em um lapso de tempo que não dá para ser mensurado (quanto tempo durou seu último choro?) ao ver que as coisas estão todas fora do lugar. E aí vem o desespero de pensar que, na verdade, a gente não tem a menor ideia de qual é o lugar delas.
A tristeza é a expressão máxima do cansaço, mas não do cansaço físico. O cansaço da vida. Na verdade, não exatamente da vida, mas da forma como ela tão bem nos tira o chão de uma hora para outra. Um dia você acha que tem tudo e no outro, descobre que não tem e nunca teve nada. E aí olha para cima e parece que o céu está rindo da sua cara. E talvez até esteja mesmo...
E, às vezes, a gente mesmo está rindo da nossa própria cara. Não raro quando nos sentimos tristes, ao mesmo tempo, nos sentimos ridículos. Chorar é a coisa mais ridícula que existe. Esse punhado de carne que libera sons, anda e de repente começa a soltar água pelo olho. Pensa bem: estação da Sé lotada e, de repente, todo mundo começa a chorar ao mesmo tempo (Alô, Tarantino?).
O problema é que precisamos ser ridículos. Talvez o tempo todo. A fronteira entre a sanidade e a loucura é ser ridículo. E, pensando bem, é preciso muita coragem para ser ridículo neste mundo tosco de aparências, não é não? Então, no fundo, a tristeza é necessária para que sejamos ridículos e para que não fiquemos loucos. Mas e se a gente já for? Ser louco é ruim?
Só sei que a tristeza e a loucura são sinais de estarmos vivos, de termos tido experiências e saído do conforto de dentro de nós mesmos para dar a cara para bater por aí. Mas também dar a cara para sentir o vento, para sorrir, para enxergar, para sentir, para imaginar. Para ser feliz.
Quero que você fique aqui comigo, então, tristeza. Vamos nos conhecer melhor. Vamos ser amigas. Mas já já, vê se vai embora, tá? Porque eu quero de novo cantar e tenho ainda muitas ilusões para viver... Mas saiba que a porta vai estar sempre aberta para quando você voltar.
Aliás, nem vou perder tempo em trancar. Você tem a chave.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Sair de si, idealizar e voltar
Idealizar significa subir um degrau da consciência. A gente sai dessa vida cotidiana, realista (e chata!) e vai para uma posição em que não há regras, restrições e julgamentos. Nem nossos e nem dos outros.
Assumimos uma posição de controle absoluto sobre tudo o que acontece e, ainda mais, do que queremos que aconteça. Não há dificuldades, incertezas ou ansiedade. Simplesmente estamos à frente de tudo.
Idealizar significa ficar apenas com o lado bom, prazeroso e egoísta das coisas. Não existem receios, vontades alheias... não existe peso na consciência ou incertezas. Tudo o que queremos simplesmente acontece. Nós somos deus e comandamos o mundo. As pessoas são marionetes e o enredo são as nossas vontades.
A graça está em realizar tudo o que passamos a vida desejando. Nossas vontades mais escusas e proibidas. Tudo o que queremos lá no fundo, mas nunca tivemos coragem de manifestar. Nem para os outros e muito menos para nós mesmos. Idealizar é abrir nossa própria caixinha de pandora.
Quando idealizamos, nossos olhos ficam mais abertos. De forma física e psicológica. Nossa capacidade de absorção de tudo o que acontece ao redor fica tão alta que, por um momento, achamos que o mundo não possui uma variedade tão grande de coisas quanto a que somos capazes de imaginar. Nossa mente é infinita e somente quando idealizamos é que temos noção disso.
O mundo é pouco. As pessoas são pouco. As possibilidades são poucas. A realidade é pouca. Pelo menos até a hora em que eu acordar e voltar para o lugar de onde eu nunca deveria ter saído. Mas ainda bem que saí.
Assumimos uma posição de controle absoluto sobre tudo o que acontece e, ainda mais, do que queremos que aconteça. Não há dificuldades, incertezas ou ansiedade. Simplesmente estamos à frente de tudo.
Idealizar significa ficar apenas com o lado bom, prazeroso e egoísta das coisas. Não existem receios, vontades alheias... não existe peso na consciência ou incertezas. Tudo o que queremos simplesmente acontece. Nós somos deus e comandamos o mundo. As pessoas são marionetes e o enredo são as nossas vontades.
A graça está em realizar tudo o que passamos a vida desejando. Nossas vontades mais escusas e proibidas. Tudo o que queremos lá no fundo, mas nunca tivemos coragem de manifestar. Nem para os outros e muito menos para nós mesmos. Idealizar é abrir nossa própria caixinha de pandora.
Quando idealizamos, nossos olhos ficam mais abertos. De forma física e psicológica. Nossa capacidade de absorção de tudo o que acontece ao redor fica tão alta que, por um momento, achamos que o mundo não possui uma variedade tão grande de coisas quanto a que somos capazes de imaginar. Nossa mente é infinita e somente quando idealizamos é que temos noção disso.
O mundo é pouco. As pessoas são pouco. As possibilidades são poucas. A realidade é pouca. Pelo menos até a hora em que eu acordar e voltar para o lugar de onde eu nunca deveria ter saído. Mas ainda bem que saí.
sábado, 24 de maio de 2014
Pouco importa o que entra e sai do cu dos outros
Toda vez que converso com meus amigos gays sobre relacionamentos, fico sempre agoniada pensando no sofrimento que eles passaram na definição da sua sexualidade. Para começar, praticamente não existe a expressão "definição de sexualidade" para nós, heteros. Não consigo me lembrar em que momento da vida eu soube que gostava de homens. Eu simplesmente sempre gostei de homens. E é isso. Foi algo natural. Nunca precisei definir nada para ninguém e muito menos para mim mesma.
Não quero entrar no mérito se a homossexualidade é uma questão genética, cultural, comportamental ou qualquer coisa nessa linha. Isso é o que menos importa nesta reflexão. Perdemos muito tempo debatendo a homossexualidade, quando deveríamos estar concentrando esforços em aceitá-la da forma natural que é. Vivemos em um país em que a ideia absurda da "cura gay" é mais uma vez pauta no Congresso e em que pessoas saem do cinema revoltadíssimas ao verem uma cena de sexo entre dois homens.
Por que isso incomoda tanto? Por que tem tanta gente preocupada com o que entra e o que sai do cu dos outros? Fica a dúvida...
Praia do Futuro
Acho que é quase uma obrigação moral que todo brasileiro que também acha absurda essa onda de conservadorismo explícito que temos vivido assista a esse filme. Trata-se de um drama forte, mas extremamente sutil. Acho, aliás, que os melhores dramas são sutis, trazendo questões densas e delicadas nas entrelinhas, para serem captadas apenas por quem está realmente atento e aberto a recebê-las.
O embate interno vivido por Donato (Wagner Moura) em ter que lidar com as merdas que a vida nos envia com tanto carinho (aliás, obrigada, vida! Tamo junto!), junto com a questão de sua homossexualidade reprimida é sufocante. Curioso notar que essa sensação de falta de ar já é anunciada no início, com a cena do afogamento que acabará desencadeando a grande virada na vida de Donato.
Em nenhum momento da trama Donato se questiona, explica ou mesmo demonstra algum sofrimento direto gerado pelo preconceito que vivencia por ser gay. Não é preciso. Nas entrelinhas, a história vai mostrando a agonia silenciosa vivida por ele e o peso que esse sofrimento tem nas decisões que toma. Muito incrível a forma como o filme conseguiu tratar desse universo tão denso, desesperador e confuso de forma tão simples e direta. Foi o que mais gostei no filme de longe! Uma abordagem maravilhosa.
A vice-liderança ficou justamente para as cenas de sexo entre Donato e Konrad (Clemens Schick), que são intensas, carinhosas e extremamente sensuais. Não tenho dúvidas de que foi a melhor cena de sexo gay que já vi. Um bom gosto extremo e um tesão incrível, que deveria deixar qualquer ser minimamente sexual subindo pelas paredes. Isso para não falar da escolha dos atores, que além de talentossímos, são lindos e extremamente gostosos. Saí suspirando do cinema e vou sonhar com Wagner Moura hoje. S2
Do lado negativo, o filme é bem paradão. É verdade. Mas vale assistir por tudo o que ele representa dentro e fora das telas. Felicianos, Bolsonaros e extremistas religiosos podem bater o pé o quanto quiserem: aceitar a homossexualidade é um caminho sem volta. Sou muito feliz por fazer parte da geração que vai ver isso acontecer. Já comprei pipoca.
Não quero entrar no mérito se a homossexualidade é uma questão genética, cultural, comportamental ou qualquer coisa nessa linha. Isso é o que menos importa nesta reflexão. Perdemos muito tempo debatendo a homossexualidade, quando deveríamos estar concentrando esforços em aceitá-la da forma natural que é. Vivemos em um país em que a ideia absurda da "cura gay" é mais uma vez pauta no Congresso e em que pessoas saem do cinema revoltadíssimas ao verem uma cena de sexo entre dois homens.
Por que isso incomoda tanto? Por que tem tanta gente preocupada com o que entra e o que sai do cu dos outros? Fica a dúvida...
Praia do Futuro
Acho que é quase uma obrigação moral que todo brasileiro que também acha absurda essa onda de conservadorismo explícito que temos vivido assista a esse filme. Trata-se de um drama forte, mas extremamente sutil. Acho, aliás, que os melhores dramas são sutis, trazendo questões densas e delicadas nas entrelinhas, para serem captadas apenas por quem está realmente atento e aberto a recebê-las.
O embate interno vivido por Donato (Wagner Moura) em ter que lidar com as merdas que a vida nos envia com tanto carinho (aliás, obrigada, vida! Tamo junto!), junto com a questão de sua homossexualidade reprimida é sufocante. Curioso notar que essa sensação de falta de ar já é anunciada no início, com a cena do afogamento que acabará desencadeando a grande virada na vida de Donato.
Em nenhum momento da trama Donato se questiona, explica ou mesmo demonstra algum sofrimento direto gerado pelo preconceito que vivencia por ser gay. Não é preciso. Nas entrelinhas, a história vai mostrando a agonia silenciosa vivida por ele e o peso que esse sofrimento tem nas decisões que toma. Muito incrível a forma como o filme conseguiu tratar desse universo tão denso, desesperador e confuso de forma tão simples e direta. Foi o que mais gostei no filme de longe! Uma abordagem maravilhosa.
A vice-liderança ficou justamente para as cenas de sexo entre Donato e Konrad (Clemens Schick), que são intensas, carinhosas e extremamente sensuais. Não tenho dúvidas de que foi a melhor cena de sexo gay que já vi. Um bom gosto extremo e um tesão incrível, que deveria deixar qualquer ser minimamente sexual subindo pelas paredes. Isso para não falar da escolha dos atores, que além de talentossímos, são lindos e extremamente gostosos. Saí suspirando do cinema e vou sonhar com Wagner Moura hoje. S2
Do lado negativo, o filme é bem paradão. É verdade. Mas vale assistir por tudo o que ele representa dentro e fora das telas. Felicianos, Bolsonaros e extremistas religiosos podem bater o pé o quanto quiserem: aceitar a homossexualidade é um caminho sem volta. Sou muito feliz por fazer parte da geração que vai ver isso acontecer. Já comprei pipoca.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Eu quero um amor louco! (E quem não quer?)
Eu quero um amor louco. Intenso, forte, que não se contém. Quero alguém que olhe no fundo dos meus olhos, preste atenção em cada coisa que eu falo e cada detalhe dos meus movimentos. E me ache incrível. E se encante todos os dias por mim.
Quero alguém que me olhe apaixonado, que tenha tesão por mim só de ouvir minha voz ou lembrar de mim mordendo o lábio. Quero alguém que me admire, me ache foda e se sinta inspirado sempre que estiver perto de mim.
Quero sentir tudo isso também por essa pessoa. Numa harmonia, além do amor. Quero falar tudo o que penso e ouvir tudo o que não penso. Quero que a gente ria juntos até doer a barriga. Quero um amigo, um parceiro, alguém para construir e, principalmente, destruir coisas juntos. Quero alguém para mudarmos o mundo.
Quero alguém que não me prenda e não quero nunca prender ninguém. Quero um amor livre e se eu não conseguir o amor livre, que ele, pelo menos, se sinta livre para ir embora quando quiser. Mas que volte, se sentir saudade. Quero ir e voltar também.
Quero viver junto e, ainda assim, viver separado. Quero que dure somente enquanto estivermos apaixonados e que doa bastante quando a gente se separar. É sinal de que a gente foi feliz.
Quero alguém que me olhe apaixonado, que tenha tesão por mim só de ouvir minha voz ou lembrar de mim mordendo o lábio. Quero alguém que me admire, me ache foda e se sinta inspirado sempre que estiver perto de mim.
Quero sentir tudo isso também por essa pessoa. Numa harmonia, além do amor. Quero falar tudo o que penso e ouvir tudo o que não penso. Quero que a gente ria juntos até doer a barriga. Quero um amigo, um parceiro, alguém para construir e, principalmente, destruir coisas juntos. Quero alguém para mudarmos o mundo.
Quero alguém que não me prenda e não quero nunca prender ninguém. Quero um amor livre e se eu não conseguir o amor livre, que ele, pelo menos, se sinta livre para ir embora quando quiser. Mas que volte, se sentir saudade. Quero ir e voltar também.
Quero viver junto e, ainda assim, viver separado. Quero que dure somente enquanto estivermos apaixonados e que doa bastante quando a gente se separar. É sinal de que a gente foi feliz.
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