segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Página em branco

Uma página em branco. É o que eu estava enxergando há alguns segundos, antes de começar a escrever este texto. É o que a gente enxerga no exato momento depois que nascemos, mas não nos recordamos mais.

Uma página em branco é o que você vê naqueles momentos em que decide se reinventar, começar do zero, assumir uma nova postura de vida. Virar a página. :) Seja por escolha sua ou não.

Aliás, se por escolha, melhor... você está assumindo o papel para o qual foi destinado: o de protagonista da própria vida. Se não, sinto muito. Deve estar sendo dolorido. Mais do que deveria.

Gosto de pensar que somos todos grandes escritores das nossas vidas. Quem escreve certo por linhas retas ou tortas não é Deus. Somos nós mesmos.

O problema é que às vezes escrevemos na pressa e a letra fica quase ilegível na hora de reler o texto. Afinal, escritor que é escritor, lê e relê várias vezes o mesmo texto.

Lemos e relemos nossa vida diversas vezes. Alguns mais vezes do que outros. Mas o fato é que estamos em um constante escreve, relê, tenta apagar... só que a tinta é permanente.

Que história você está escrevendo?

Você está contando essa história para você ou para os outros?

Quando pretende publicar o livro?

Quando vai começar um novo capítulo?

Até quando você acha que vai conseguir escrever?

Você escreve por hobby ou obrigação?


Um comentário:

  1. Sempre falo que minha vida é um livro aberto, mas há alguns capítulos que são mudados e os rascunhos são jogados fora. Ou acabo colocando-os em um outro livro que me põe em dúvida se quero publicá-lo.
    "Mais uma página do mesmo livro
    Mais uma parte da mesma história
    (...)
    A gente vive a história, vive a gente
    Vive a história , vive a gente.
    A gente vive a história, vive a gente
    Vive a história , vive a gente."

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