Tem horas em que a gente dá pane. Não estou falando dos graves, que também acontecem, mas dos leves que também nos paralisam, mas apenas por alguns minutos. O mais intrigante é que não dá para saber direito qual a causa e às vezes nem conseguimos achar uma explicação.
As coisas continuam iguais, a vida continua igual. Nada de novo, nem de bom e nem de ruim, aconteceu (No news? Good news!). Mas, ainda assim, a gente simplesmente não consegue mais continuar o que está fazendo e começa a pensar. Sobre a vida, sobre o passado, sobre o futuro, mas principalmente sobre o hoje.
É como se alguém desligasse o interruptor do rolo compressor da vida. Perdemos vontade de fazer as coisas cotidianas e bate uma preguiça da vida. Na cabeça, pipocam questionamentos sobre tudo, exatamente tudo, o que temos feito e nos preparado para fazer. O sentido das coisas sai do lugar e ficamos confusos. Será que estamos mesmo no caminho certo?
E, de repente, da mesma forma que a onda veio, ela vai embora. O tempo descongela de novo e simplesmente voltamos às tarefas do dia a dia, como se nada tivesse acontecido. Mas, se você parar para olhar lá no fundo, verá que a pane momentânea deixou alguma marca. Aquelas reflexões ainda estão aí dentro. Você só parou de olhar.
Talvez esse tipo de coisa aconteça só para a gente não esquecer que de vez enquando precisamos dar uma boa remexida nelas.
Mais tarde, quando eu chegar em casa. Prometo!

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