É de repente você olhar para uma pessoa e começar a pensar em passar o resto da sua vida com ela? E gostar dessa ideia. Mas, por outro lado, ficar com um frio na barriga porque o resto da sua vida é muito tempo, às vezes mais do que você já viveu até agora...
É você não ter mais olhos para ninguém? Querer só ficar, beijar, transar, sair e admirar aquela única pessoa. E contrariar todos os seus instintos físicos que o/a atraem fisicamente para outros/as de vez enquando... Afinal, não somos diferentes dos outros animais e sexo é sexo e amor é amor, como tão bem define a Rita Lee...
É você confiar seus segredos mais íntimos (ou, pelo menos, todos aqueles que você pode contar para a pessoa amada) e depositar toda sua confiança, sentimentos, experiências, alegrias e tristezas nela. É ela ser a pessoa que mais te conhece no mundo. E correr o risco de um dia o amor dela acabar e ela ir embora... quando a gente ama, não tem contrato, nem garantia.
E nem contrapartida, afinal, a gente pode amar sozinho... amar, infelizmente, não implica ser correspondido.
"Amor vem de nós... e demora."
Mas quando é, temos momentos de cúmplicidade e êxtase únicos. Experiências maravilhosas que queremos viver todos os dias das nossas vidas. Talvez daí venha a ideia do "felizes para sempre".
O problema é que amar também implica os dias de ira, de raiva, de revolta, de vontade de largar tudo, de pegar todo mundo, de mandar tomar no cu, de irritar, de discutir, de desmerecer, de sumir, de ficar sozinho. O amor não é feito só das experiências maravilhosas. Aliás, isso é pré-requisito para quem, eventualmente, estiver, neste momento, pensando em começar a amar.
Por isso, talvez, às vezes a gente se frustre com o amor. Porque não dá para extravasar todos esses impulsos do mal com a pessoa que, afinal, a gente ama. Até dá... mas aí tem grandes chances de você nunca mais a ver novamente. E aí voltamos àquela tristeza e insegurança do ser amado ir embora.
Às vezes dá até medo de um dia a gente querer ir embora, não dá? Mesmo sem querer ir embora agora.
Para mim, o amor é o sentimento mais louco e, ao mesmo tempo, viciante que existe.

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